A segunda mesa de quinta-feira foi composta por Juliano Spyer, analista da Talk Interactive, e o Cid Gomes, governador do estado do Ceará.
Spyer fez uma apresentação distópica sobre a Internet. Após uma contextualização rápida de como surgiu e como funciona a rede, citou casos onde a web foi usada a favor de regimes de exceção.
Spyer encerrou sua apresentação citando um exemplo de Fortaleza de como a ferramenta pode ser usada de forma positiva. O WikiCrimes, do vizinho de condomínio Vasco Furtado, é um software colaborativo de ocorrências criminais e já foi referenciado por gente do gabarito de Clay Shirky.
A intervenção do governador do Estado, discorrendo acerca de sua experiência no Twitter, não foi das mais empolgantes. Melhorou um pouco com as perguntas da plateia. No vídeo acima, Cid Gomes fala sobre o imbróglio da #urlbura, onde todos os sites ligados ao Governo do Estado são redirecionados para o site do Governo. Ora, isso nada mais é do que inflar o tráfico do site de forma artificial. Cid Gomes ainda falou sobre a política que adotou para seguir pessoas no Twitter e, perguntado sobre o que achava do Twitter de José Serra, governador de SP, afirmou que o presidenciável “é o que de pior pode haver para o Brasil”.
Paulo Mota, assessor especial da Presidência do BNB e mediador da mesa, citando o exemplo do hype em torno do Second Life quando do seu lançamento, perguntou para Juliano Spyer qual futuro ele vislumbrava para o Twitter. “Não comparo o Twitter com o Second Life”, disse Spyer, que considera este um produto de marketing, diferentemente do Twitter, que “é a melhor expressão da Internet hoje”.
Para encerrar, perguntado sobre se o marketeiro do Obama conseguirá repetir no pleito de 2010, com o candidato do Partido dos Trabalhadores, o sucesso que teve com o presidente estadunidense, Spyer respondeu:
A conferência de abertura foi com Nelson Breve, secretário de imprensa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Nelson contou algumas histórias de quando foi assessor de José Dirceu e outras envolvendo o presidente Lula.
Afirmou que o bom trabalho que realizou com o ex-deputado foi fundamental para que o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o convidasse para o cargo que ocupa hoje.
Respondendo pergunta da plateia, Nelson Breve disse que a ideia do Blog do Planalto surgiu há mais de um ano, mas a burocracia emperrou o projeto por mais de nove meses. O blog foi criado para suprir “uma necessidade de fazer disputa política do ponto de vista do governo”.
Afirmou que o blog foi inspirado no blog de transição do Obama, que não permitia comentários. Essa foi uma das justificativas que deu para a inexistência de espaço para comentários no Blog do Planalto. As outras foram: “nós não temos equipe para ficar moderando os comentários” e, mesmo que tivessem, “os comentaristas iriam reclamar de censura”.
Louvou a criação do “blog clone“, já que este “mostrou como seriam os comentários no Blog do Planato: um tucano e um petista se xingando por coisas que não tem nada a ver com o conteúdo do post, briga política pura”, disse o secretário, completando, “não é aquilo que eu quero”.
O Twitter da presidência da República vai sair, mas não tão cedo e a ideia inicial é que ele sirva apenas de rss dos posts do blog, ou seja, nada de interação. O canal do Youtube foi criado e aguarda apenas a aprovação do Google. A Secom conversa ainda com a Yahoo! para abrir uma conta no Flickr também.
A nova peça publicitária do seriado americano Weeds mostra os percalços por qual passou a marijuana nos Estados Unidos. De popular e conceituada, a maconha foi demonizada durante boa parte do século 20. Agora, afundados em uma grave crise financeira, os americanos começam a olhar a erva com bons olhos novamente. Seu uso medicinal está gerando tanta receita que o estado da Califórnia estuda legalizá-la para estimular a economia.
O canal do seriado no youtube traz ainda Yes, we cannabis, onde sentencia: “o longo pesadelo nacional está perto fim“.
Impressionante. Os EUA vão escolher o novo presidente e as prévias dos partidos não acabam. Coisa sem fim. Mas uma coisa que não podemos negar é a rica, e engraçada, utilização do YouTube nas campanhas. Do lado Republicano tivemos a impagável participação da lenda Chuck Norris. Já pelas bandas Democratas, onde a disputa é mais acirrada, tivemos a contribuição da Obama Girl e números musicais para Barack Obama e Hillary Clinton.
Nesta terça, como vocês sabem, a esposa do Bill ganhou novo fôlego após a vitória no Texas e em Ohio. Não sei não, mas algo me diz que este vídeo tem algo a ver com essa arrancada.