O Magnata é (quase) tão ruim quanto Olga

março 20th, 2008 § 0

De certo um dos piores filmes desde a retomada

Sempre que me perguntam o nome de um filme ruim, invariavelmente me lembro de Olga (2004). Claro que existem outros filmes bem piores que esse, mas o melodrama de Jayme Monjardim é um exemplo perfeito do que NÃO SE DEVE FAZER NO CINEMA.

Personagens unidimensonais, roteiro fraco, frases clichês, furos históricos, sem contar os vícios televisivos do diretor de Pantanal. O filme é constrangedor, com momentos que beiram o ridículo e provocam risos quando deveriam trazer lágrimas. São por esses, e outros, motivos que recomendo com entusiasmo e vigor essa obra para todos aqueles que gostam de cinema e querem saber o que não fazer.

"Um filme de... Chorão" não poderia ser boa coisa

Hoje assisti um filme que rivaliza com Olga: O Magnata. Sabia que o filme não era bom, mas não esperava que fosse tão ruim. Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., é roteirista do longa. Como se essa lástima não fosse o suficiente, a trilha sonora é assinada por sua banda. Não sei se tenho mais pena do Johnny Araújo, que teve a coragem de dirigir a película, ou do Chico Díaz, que faz o papel do advogado da família do personagem-título. Paulo Vilhena passa o filme todo interpretando… Paulinho Vilhena, como sempre. Mas o problema não está apenas nos atores. Não nos sentimos, em nenhum momento, envolvidos pela trama e identificados com as personagens. A trama, inclusive, é de uma obviedade atroz. Somos alertados continuamente do que ocorrerá em seguida. Assim como em Olga, O Magnata trata o espectador como uma criança de 5 anos que precisa ser levada pela mão.

Olga, como vocês devem saber, é baseado em fatos reais e mostra a saga da heroína da forma mais edificante possível. O Magnata, por sua vez, veio da mente fértil de Chorão. Conta a história de um playboy cheio da grana que tem uma banda de rock. Como em 99,99% dos filmes desse gênero, ele aparenta ser um porra-louca, um rebelde sem causa, mas após conhecer alguém (normalmente uma mulher gostosa), ele mostra o quão legal, romântico e perfeito é. Apesar de histórias diferentes, o objetivo das duas películas é o mesmo: as lágrimas do espectador.

O pior dos piores?
Monjardim e Araújo fazem Ed Wood parecer um grande cineasta

Apesar de O Magnata ser um forte concorrente, ainda fico com Olga como modelo de filme ruim. Afinal, o filme de Chorão é praticamente independente, enquanto que Olga foi patrocinado pela Globo Filmes e tem Fernanda Montenegro e Osmar Prado no elenco. Desastre por desastre, fico com o de maior proporções.

Saudade do Manhattan Connection

março 8th, 2008 § 0

Figurinhas carimbadas

Praticamente não assisti televisão desde que cheguei em Lisboa. Aqui no alojamento existe apenas um aparelho de televisão, na área de convivência, e os programas não chamam muito a atenção. A TV pega quatro canais: RTP, RTP 2, SIC e TVI. Em um deles, acho que na SIC, passa nada menos que QUATRO novelas brasileiras: Esperança (acho que aqui também existe uma espécie de Vale a Pena Ver de Novo), Desejo Proibido, Sete Pecados e Duas Caras. Os noveleiros do Brasil que cá estão, e não são poucos, contaram-me que os capítulos são exibidos com alguns meses de atraso em relação ao Brasil.

Nos últimos meses, em Fortaleza, também não estava assistindo muita TV, mas um programa que não perdia era o Manhattan Connection. Lendo hoje um artigo do Lucas Mendes, analisando as eleições americanas, bateu aquela saudade do programa. Será que o pessoal daqui topa rachar a Globo internacional?

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