Breve história da maconha

maio 25th, 2009 § 2

A nova peça publicitária do seriado americano Weeds mostra os percalços por qual passou a marijuana nos Estados Unidos. De popular e conceituada, a maconha foi demonizada durante boa parte do século 20. Agora, afundados em uma grave crise financeira, os americanos começam a olhar a erva com bons olhos novamente. Seu uso medicinal está gerando tanta receita que o estado da Califórnia estuda legalizá-la para estimular a economia.

O canal do seriado no youtube traz ainda Yes, we cannabis, onde sentencia: “o longo pesadelo nacional está perto fim“.

Hulk, Batman e a manipulação da realidade

julho 27th, 2008 § 0

Leonard, mocinho ou bandido?

Adoro assistir filmes que já vi. Perdi a conta de quantas vezes revi O Poderoso Chefão, Indiana Jones e a Última Cruzada, Tempos Modernos, Perfume de Mulher, De Volta para o Futuro, Laranja Mecânica, Notting Hill, entre outros. Cada nova visita uma nova descoberta, um detalhe que havia passado desapercebido na vez anterior. Amnésia, nesse aspecto, é um filme singular. Já mudei minha opinião sobre a índole do protagonista, Leonard, umas quatro vezes. Assim como na literatura, os bons filmes permitem que cada espectador faça uma leitura diferente da obra.

A Piada Mortal

Essa semana vi The Dark Knight. Mesmo com sua câmera carrosel, uma Rachel Dawes (assim como a anterior) sem sal e um Duas-Caras meia-boca, gostei muito do filme. Cenas como a que o Coringa conta como conseguiu suas cicatrizes; a que ele explode um hospital; ou quando faz seu discurso final já valem o ingresso. Sim, o filme vale pela personagem de Heath Ledger. O longa perde bastante em densidade e energia quando o Coringa não está em cena.

Lendo resenhas acerca do filme, vi uma do sempre pertinente Inácio Araújo. Segue o trecho que mais me interessou:

“Essa fabulação tem um fim político preciso, i. é: combater o mal absoluto tem um custo, que consiste em viver nas sombras. Esse é o preço pago por Batman, mas, se formos pensar bem, há um outro personagem atual que pode reivindicar tal papel, e atende por George W.”

E conclui:

“Dizem que este é o Batman de Frank Miller (e o Coringa também). Talvez seja isso mais que tudo. Aquele ‘Sin City‘ já era isso e não engoli de jeito nenhum. É um investimento no pior, na baixeza, na podridão.”

“Resumindo minha impressão, o novo Batman é chato, ruidoso e reacionário.”

Hulk, arma americana para controlar corações e mentes

Essa leitura política da película lembrou-me outra resenha que vi dias desses, de Fábio de Oliveira Ribeiro, publicada no Observatório da Imprensa, acerca do Incrível Hulk.

“No Brasil, Banner é perseguido pelos corredores da favela da Rocinha. Quando chega aos EUA, o personagem é obrigado a fugir através dos corredores de uma belíssima universidade. É evidente que os livros simbolizam a civilização. Os barracos, por sua vez, representam a barbárie. Assim, é impossível não fazer duas perguntas. No Brasil há favelas porque não existem livros? Nos EUA não existem favelados por causa das bibliotecas?”

Mais adiante:

“Banner, o norte-americano, não desejava o poder que adquiriu e passa o tempo todo tentando se livrar dele. Já o soldado de origem russa faz qualquer coisa para adquirir condições de confrontar Hulk. Quando consegue o que deseja, o monstro russo ataca indiscriminadamente as pessoas nas ruas de New York. Em razão disto, o bom moço aceita o sacrifício de libertar o Hulk para defender a população.”

Interessantes e válidas leituras. Contudo, em ambos os casos, fico com a sensação daqueles discursos esquerdistas onde é possível ver a “mão ossuda, peluda e fedorenta do imperialismo” em todos os cantos. Já do outro lado da linha do Equador tem colunista americano (que deve ser considerado pelo Araújo e pelo Ribeiro como “direitista com sentimento de culpa”) dizendo que essa temporada é “do verão da culpa branca”.

Não vejo o Batman como Bush, nem o Coringa como Bin Laden. Todavia, claro, é possível achar argumentos que validem essa teoria. Como qualquer outra. Entrando no jogo, se fosse para enviesar pela política norte-americana diria que o Batman (que trabalha nas trevas) seria a encarnação de Dick Cheney e Harvey Dent o Barack Obama (depositário de toda a confiança e esperança da população e que no fim…).

Será que o Departamento de Estado Americano interfere em todos os blockbusters? Será que nada é gratuito, tudo é político, possui uma mensagem cifrada e eu que estou sendo ingênuo demais? Será que se esses mesmos filmes fossem espanhóis, franceses ou mesmo ingleses, eles teriam por parte da crítica essa mesma leitura?

E você, que leitura fez de Hulk e Batman?

Bush canta Sunday Bloody Sunday

março 27th, 2008 § 0

Em 2005 assisti a um interessante documentário chamado Surplus: Terrorized Into Being Consumers (que você pode ver no Youtube). O grande atrativo do filme está na edição magistral de Johan Söderberg, que faz música através dos sons das máquinas e manipula discursos, como o líder cubano Fidel Castro.

Hoje assisti alguns vídeos que me lembraram essa técnica. Eles não possuem o mesmo acuro de Söderberg, mas valem a visita. A seguir Bush canta Sunday Bloody Sunday.

O presidente americano também entoa Imagine, Tony Blair arrisca Should I Stay Or Should I Go e ambos fazem um dueto na romântica Endless Love, ao melhor estilo leitura labial, do Fantástico

O Coringa apóia Hillary Clinton

março 5th, 2008 § 0

Impressionante. Os EUA vão escolher o novo presidente e as prévias dos partidos não acabam. Coisa sem fim. Mas uma coisa que não podemos negar é a rica, e engraçada, utilização do YouTube nas campanhas. Do lado Republicano tivemos a impagável participação da lenda Chuck Norris. Já pelas bandas Democratas, onde a disputa é mais acirrada, tivemos a contribuição da Obama Girl e números musicais para Barack Obama e Hillary Clinton.

Nesta terça, como vocês sabem, a esposa do Bill ganhou novo fôlego após a vitória no Texas e em Ohio. Não sei não, mas algo me diz que este vídeo tem algo a ver com essa arrancada.

Versão com legendas aqui

Where Am I?

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