Nesta sexta-feira o Público trouxe uma entrevista com o chefe da missão portuguesa em Pequim, Manuel Boa de Jesus. Manuel está confiante e acredita que os atletas lusos podem conseguir de 4 a 5 pódios. “Temos cerca de 20 medalháveis e, naturalmente, nem todos vão estar como eu gostaria. Mas, entre as boas e as más surpresas, espero que a média dê quatro medalhas (…) se as coisas correrem bem, pode suceder de ganharmos cinco medalhas”.
Em 2000, nas Olimpíadas de Sidney, Portugal conquistou 2 medalhas de bronze, ficando na 69ª posição. Já nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, os lusitanos subiram para 61ª colocação, com 2 medalhas de prata e uma de bronze. Conheça agora os atletas que fazem Boa de Jesus acreditar em um desempenho histórico em Pequim.
Considerada a melhor marchadora lusa de todos os tempos, Feitor corre por fora atrás de uma inédita medalha nessa prova para Portugal.
Canoagem
Após um sétimo lugar em Atenas, Emanuel Silva é outro que corre por fora no sonho de uma medalha olímpica.
Esgrima
Vice-campeão mundial em 2006, Joaquim Videira é uma das aposta de Boa de Jesus.
Judô
Tema Monteiro é a esperança mais palpável de pódio. Todavia, João Neto foi campeão europeu este ano e João Pina venceu a Taça do Mundo de Praga.
Tiro
O veterano João Costa, em sua terceira Olimpíada, é a aposta lusa nesta modalidade.
Triatlo
Vanessa Fernandes, que detém o recorde de vitórias em Taças do Mundo, está no auge da forma física e é o depositário de toda confiança lusa em uma medalha de ouro.
Vela
Com 36 anos, João Rodrigues participa da sua quinta Olimpíada e é forte candidato ao ouro em sua especialidade, RS: X.
Você concordo com a lista? Acha que tem gente demais ou faltou algum outro nome?
Em Genebra, Cristiano Ronaldo e companhia foram saudados por mais de quatro mil emigrantes lusos. Chegada que, pelo que leio nos comentários da notícia, foi transmitida por TODOS os canais abertos daqui. Hoje, a Seleção é capa dos principais jornais lusos. Sendo brasileiro já estou mais do que vacinado contra as opiniões desvairadas e a overdose de ufanismo que surgem em tempos de Copa. Todavia, será interessante acompanhar a relação da mídia, e dos portugueses, com sua equipe. Será que os lusos possuem seu Galvão Bueno? A confirmar. Portugal estréia no sábado contra a Turquia e hoje já retomou os treinos.
Foto do Flick de ANTÓNIO COTRIM
Vanessa Fernandes fez história neste domingo ao conquistar, na Espanha, a 20ª vitória CONSECUTIVA em etapas da Taça do Mundo de triatlo. A pentacampeã européia venceu pela sexta vez a prova de Madrid. E olha que eu nunca tinha ouvido falar nela, e você?
Mas a melhor notícia do dia foi a entrevista do José Mourinho para o jornal inglês The Observer. O ex-técnico do Chelsea, atual da Inter de Milão, acabou com o israelita Avram Grant, que dirigiu os Blues. “Na minha filosofia, foi uma época bastante má porque para mim, no futebol, ‘quase’ significa derrota e o Chelsea quase ganhou a Taça da Liga, quase ganhou a Liga dos Campeões e quase ganhou o campeonato. Quase é igual a nada (…) Depois de dois títulos por época nas últimas três épocas, não se ganhou qualquer um este ano. Na minha filosofia, isto significa que a época foi muito má. Possivelmente, na filosofia de um perdedor, foi uma excelente época e respeito isso”. Muricy Ramalho? Leão? Luxemburgo? Scolari? Que nada, quero Mourinho no meu time, já!
Fotos de Stefan’s Page, Salvador Colaço, novais882, acheng709394.
Nesta quarta-feira fui assistir ao derby local, Sporting e Benfica, no estádio Alvaláxia, casa do Sporting, valendo vaga na final da Taça de Portugal. Relutei muito antes de ir ao jogo, uma vez que a qualidade do futebol português deixa bastante a desejar e o ingresso custava 20 euros. Por outro lado, era uma decisão, ao melhor estilo Fla x Flu, e o Avaláxia fica aqui do lado do alojamento.
Chovia forte quando saímos de casa. Não sei se já disse isso, mas as gotas de chuva de Lisboa caem de todas as formas, em todas as direções, menos em linha reta. Resultado: mesmo munidos de guarda-chuvas chegamos encharcados no estádio. Após rodar duas vezes o estádio, errarmos três vezes o portão de entrada e enfrentar uma fila gigantesca, o segurança avisa que não podemos entrar com os guarda-chuvas. Fizemos uma rápida cerimônia de despedida e entramos.
O estádio do Sporting é lindo, acredito que todos os estádios na Europa sejam bonitos assim, ou mais, mas como só conheço o Presidente Vargas e o Castelão, senti-me no mais moderno do mundo. Ficamos em excelentes assentos e o nosso campo de visão não podia ser melhor. O Alvaláxia não estava lotado, todavia mais de 80% dos lugares estavam ocupados.
O jogo começou e, como era de se esperar, começou a bater o arrependimento de ter gasto 20 euros para ver aquela pelada. “Devia ter ido cortar cabelo, ainda sobrava para ir ao cinema”. Os jogadores, de ambos os times, não conseguiam trocar três passes consecutivos. Uma jogada individual então, era melhor esquecer. Tenho cá minhas dúvidas se antes do primeiro gol do Benfica, aos 19 minutos, tenha ocorrido algum lance perigoso. O jogo continuava arrastado e nem o gol de Nuno Gomes, que ampliou a vantagem dos “encarnados” (alcunha dada ao Benfica), mudou o panorama. Os leões (sim, essa é a alcunha do Sporting) jogavam muito mal e, aos 39 minutos do primeiro tempo, a reduzida torcida do Benfica cantava a plenos pulmões: oolé, oooolé, oooooolé!!! E olha que o Sporting tinha um reforço de peso: Luisão era titular no Benfica. Mesmo assim a partida parecia decidida, a questão era saber se o Benfica iria administrar o resultado ou procuraria ampliar o resultado.
Durante o intervalo meus amigos procuravam avidamente ambulantes que vendessem cervejas e pipocas. O máximo que conseguiram foi um camarada que vendia sorvetes (detalhe: ainda chovia e estava muito frio) e queijadinhas. Frustados, esperaram o início da segunda etapa sem pipoca e sem cerveja, mas com uma delicíosa queijadinha.
O segundo tempo começou tal qual terminou o primeiro: ruim, muito ruim. Mas, como diriam os jornalistas esportivos, “o futebol é uma caixinha de surpresas”, ou “o jogo só termina quando acaba”, ou ainda “dois a zero é um placar perigosíssimo”. E o Sporting começou a pressionar e, mais importante ainda, a chutar. Mas foi de cabeça que Yannick diminuiu a diferença. Delírio na torcida. Parecia que o Sporting nunca tinha feito um gol (bem, jogando daquele jeito me pergunto como ele ocupa a quarta posição da Liga Portuguesa).
Com o gol, o Benfica, que não tinha passado do meio-campo no segundo tempo, ficou ainda mais recuado e os leões, por mais incrível que pareça, começaram a jogar futebol. Quim, goleiro dos encarnados, fez ótimas defesas antes de tomar três gols em sete minutos. Como o jogo era eliminatório comecei a torcer para o Benfica empatar e para irmos aos pênaltis. O Benfica até empatou, aos 82 minutos, mas logo em seguida o Sporting fez mais dois gols e selou a vitória, o quinto gol, de Vukcevic, inclusive, uma pintura.
Oito gols em uma semi-final, com direito a virada. É, acho que fiz bem em adiar o corte de cabelo. A seguir o vídeo com os gols da partida, destaque para a narração. Tiraram esse vídeo do ar, então aqui vai outro:
A manifestação dos professores no sábado passado, aqui em Lisboa, reuniu cerca de mil professores de todo o país, tornando-se a maior manifestação da classe de todos os tempos. A Marcha da Indignação, que é contra a política do Gorveno para a Educação, não surtiu muito efeito. O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que a saída da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, está fora de cogitação. “As pessoas têm o direito de se manifestar. Mas era o que faltava se a acção governativa dependesse agora do nível das manifestações. Quem determina a acção governativa são os portugueses quando escolhem o Governo”, conclui Sócrates. Mais informações no Metro.