Algo a acrescentar?
A nova publicação e os novos leitores
março 15th, 2010 § 0
I é eleito o melhor jornal nacional diário da Europa de 2009
novembro 15th, 2009 § 0
Meses atrás falei do lançamento de um novo jornal português, o I. Pois bem, este post rápido é apenas para informar que o periódico foi galardoado com o prêmio European Newspaper Award de melhor jornal nacional diário de 2009.
Com conta em várias redes sociais, I possui um dos melhores sites de jornal que conheço. Bem que os diários brasileiros poderiam aprender a fazer sites (e como ter uma presença efetiva na rede) com o I (e também com os ótimos Público e Expresso).
Fica a dica.
Semana em revista (12-19/07/2009)
julho 19th, 2009 § 0

Domingo passado o Financial Times disponibilizou (aqui em pdf) uma análise de mídia realizada por um garoto de 15 anos para o banco Morgan Stanley. O britânico Matthew Robson diz que ele e seus amigos não leem jornais, não escutam rádio e não veem muito sentido no Twitter. O texto foi fortemente repercutido e corroborado. Todavia, não podemos perder de vista que Robson apenas descreve os hábitos de um grupo de amigos que moram em Londres. Ou seja, não podemos generalizar. Várias de suas observações não se aplicam a outras realidades. Por exemplo:
- Robson afirma que nenhum adolescente que ele conhece é leitor regular de jornal. Este mês foi divulgada um relatório do instituto de pesquisas Nielsen que mostra que um em cada quatro adolescente americanos leem um jornal por dia.
- Oito em cada dez adolescentes fazem download ilegal de músicas, diz Robson. Estudo recente aponta que o compartilhamento ilegal de músicas pela Internet caiu mais de 60% nos últimos dois anos.
- Jovens simplesmente não usam twitter, decreta. Bem, acho que os fãs brasileiros da banda teen Jonas Brothers discordam.

Semana passada rolou um burburinho de que NYTimes irá cobrar cerca de US$ 5/mês para aceder a todo o conteúdo do site. Logo em seguida Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab, escreveu um ótimo artigo defendendo que, se é para cobrar, que cobre logo 10, 15 dólares. Na terça-feira (16) foi a vez de Lionel Barber, editor do Financial Times, afirmar que no prazo de um ano quase todos os veículos de comunicação irão cobrar por seu conteúdo online. Caso Barber esteja certo, esta política vai de encontro com a teoria defendida por Chris Anderson no seu mais recente livro, Free.

A semana foi de alegria para Mark Zuckerberg e de preocupação para alguns usuários do Facebook. Na quarta-feira (15), a rede social alcançou a incrível marca de 250 milhões de usuários (fosse um país, o Facebook seria o quarto mais populoso do mundo). Já na sexta, a maior rede social do mundo trouxe um anúncio “Hot single” com a foto da esposa de um usuário. No Canadá, onde um terço da população usa o serviço, o governo afirmou que o Facebook viola os direitos de privacidade dos usuários, uma vez que o site armazena informações sobre os usuários mesmo após esses terem encerrado suas contas.
“Blogs are Back!”
Echo promete agregar na caixa de comentários todas as conversações/comentários/reações (twitter, digg, facebook, friendfeed, outros blogs, o escambau) que o artigo do seu blog gerar, e em tempo real. Promissor. A conferir.
Fotos: KellyB., pfala e Oscar Espiritusanto
O futuro do jornalismo: NYT e Guardian mostram o caminho
junho 3rd, 2009 § 7
Na última terça-feira (26/05), o NYT criou o cargo de editor de “social media”. Uma semana depois foi a vez do Guardian. O ceticismo aconselha ficarmos com um pé atrás, afinal o posto pode servir como forma de policiar os repórteres em suas contas de twitter, facebook e congêneres. Mas não há como não ver com bons olhos esse tipo de iniciativa.
Com o esmorecimento da home, faz-se necessário uma presença cada vez mais efetiva em redes socias. Ir onde está sua audiência nunca foi tão vital.
Nada disso é novidade, muito pelo contrário, tanto que em Portugal, o jornal i marca presença em todos esses canais e o Público criou um hotsite para as eleições europeias de 2009 que, desde já, considero modelo.
Enquanto isso, aqui no Ceará, ainda engatinhamos. É verdade que Diário do Nordeste e o O Povo possuem conta de vídeo (O Povo também tem twitter). Todavia, o canal do O Povo não é atualizado há 2 meses e os vídeos de ambos primam pelo amadorismo: não há edição mais acurada e muitos vídeos tremem como se não houvesse amanhã.
Mas isso é o de menos, o que salta aos olhos é a falta de iniciativas. Os jovens não leem mais jornal e passam o dia no Orkut? Pois façam comunidades no Orkut que os tragam para o jornal, façam newsgames com os buracos da cidade ou sobre a Copa de 2014. Por que o ombudsman d’OPovo (e o conselho de leitores) não tem um blog?
A impressão que tenho é que quando os jornais daqui acordarem será tarde demais.
I, o novo jornal português
maio 7th, 2009 § 6
Aparentemente, a Solormedia não lê jornais. O grupo editoral luso lançou nesta quinta-feira um novo jornal em Portugal. Em meio a uma grave crise financeira e a incerteza que ronda os jornais impressos, eis que surge i. O editorial aponta o objetivo.
Antes, uma explicação: o i acredita que a informação vale dinheiro. Mas reconhece que ninguém paga para conhecer o que já sabe. Quando há tempos um avião usou o rio Hudson como pista de aterragem, a proeza do piloto entrou-me no carro por SMS. Não tinha o rádio ligado. Não era preciso. A informação é viral. É um vírus bom, e o i sabe que este novo jornalismo exige que ela seja organizada de maneira diferente. Sabe que os leitores, na verdade, não querem papel dividido em pesadas secções de política, economia ou cultura. Ou o online a cuspir informação inútil a cada segundo. Querem ler o que interessa, o que de melhor e mais relevante se passa no mundo à sua volta: e por isso este projecto implode as secções tradicionais dos jornais, tal como o online desarruma a organização clássica dos sítios web.
(…)
O i quer devolver a agressividade que os jornais diários perderam, a profundidade que os semanários esqueceram e a sofisticação que as revistas procuram. Na verdade, o i acredita que num instante tudo muda e sabe que quem agora ler assim não lerá mais como antes. Não há inimigos nem concorrência. Há uma paixão imensa pela informação e uma equipa preparada para suar. Seja bem-vindo a este mundo novo.
Gostei bastante do site. Simples, limpo e informativo. As redes sociais estão presentes (o jornal possui conta no Blip.fm, Facebook, Flickr, Twitter e Youtube) e o canal de vídeos parece promissor.
A acompanhar.

