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	<title>Afinidades Eletivas</title>
	
	<link>http://afinidades.blogueisso.com</link>
	<description>Um pouco de tudo. De tudo um pouco.</description>
	<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 03:46:32 +0000</pubDate>
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		<title>Deolinda e o projeto do senador Azeredo de censura à internet</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 03:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Conheci hoje, graças ao Há Vida em Markl, a música Movimento Perpétuo Associativo, do grupo Deolinda.

Quanto ao dia da blogagem política contra o vigilantismo, o Leonardo citou alguns regimes de exceção no Século XX. Acrescentaria que, nos casos citados, notadamente o nazismo, o fascismo e a Ditadura Militar brasileira, para além da imposição do Estado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci hoje, graças ao <a target=_blank href="http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/387945.html">Há Vida em Markl</a>, a música <a href="http://www.youtube.com/watch?v=us9dIcLjfKM"><em>Movimento Perpétuo Associativo</em></a>, do grupo <a target=_blank href="http://www.deolinda.com.pt/">Deolinda</a>.</p>
<p><object width="400" height="323"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/us9dIcLjfKM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/us9dIcLjfKM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="323"></embed></object></p>
<p>Quanto ao <a href="http://xocensura.wordpress.com/2008/11/15/hoje-e-dia-da-blogagem-politica-nao-ao-vigilantismo">dia da blogagem política contra o vigilantismo</a>, o <a target=_blank href="http://blog.blogueisso.com/2008/11/15/nao-ao-vigilantismo-minima-historia-dos-regimes-de-excecao-no-seculo-xx/">Leonardo citou alguns regimes de exceção no Século XX</a>. Acrescentaria que, nos casos citados, notadamente o nazismo, o fascismo e a Ditadura Militar brasileira, para além da imposição do Estado, a maioria da população, se não condescendente, foi, no mínimo, omissa.</p>
<p>Por isso, leia a <a target=_blank href="http://letras.terra.com.br/deolinda/1298993/">letra de Movimento Perpétuo Associativo</a>. Não sejamos negligentes, recordemos <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Niem%C3%B6ller#Frases_c.C3.A9lebres">aquele poema de Martin Niemöller</a>, hoje censuram a Internet e amanhã? Como diria o clichê, faça a sua parte, <a target=_blank href="http://xocensura.wordpress.com/2008/11/15/hoje-e-dia-da-blogagem-politica-nao-ao-vigilantismo/">diga não ao vigilantismo</a>, <a target=_blank href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html">assine a petição online contra o projeto</a> e <a target=_blank href="http://blog.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/cartaz_protesto_azeredo.jpg">divulgue</a>.</p>
<p>PS: Apenas a título de informação, há uma <a target=_blank href="http://peticao.com.pt/hino-deolinda">outra petição</a> para tornar <em>Movimento Perpétuo Associativo</em> o novo hino português. É realmente uma lástima não termos um Bilhete de Identidade luso.</p>
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		<title>Pensamento do dia</title>
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		<comments>http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/10/pensamento-do-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 20:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
<category>Arte</category><category>Humor</category><category>Portugal</category>
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		<description><![CDATA[Todos os dias somos bombardeados por um mar de informações irrelevantes e redundantes. Por isso achei tão pertinente essa mensagem escrita em muro no caminho de casa. Para refletir.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os dias somos bombardeados por um mar de informações irrelevantes e redundantes. Por isso achei tão pertinente essa mensagem escrita em muro no caminho de casa. Para refletir.</p>
<p><a href="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/pichacao2.jpg"><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/pichacao.jpg" alt="Vou pensar duas vezes agora antes de ligá-lo..." title="Vou pensar duas vezes agora antes de ligá-lo..." width="400" height="193" class="alignnone size-full wp-image-580" /></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/448780191" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Ecos do DocLisboa 2008</title>
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		<comments>http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 08:03:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Documentário]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo após uma semana e meia do término do festival um longa não sai da minha cabeça: Hunger, de Steve McQueen. Mas antes de falarmos do filme, dois parênteses.
O primeiro. Apenas hoje, dez dias após o seu anúncio, é que fui ler com atenção os vencedores do DocLisboa 2008. Foram entregue ao todo doze prêmios. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo após uma semana e meia do término do festival um longa não sai da minha cabeça: <em>Hunger</em>, de Steve McQueen. Mas antes de falarmos do filme, dois parênteses.</p>
<p>O primeiro. Apenas hoje, dez dias após o seu anúncio, é que fui ler com atenção os <a target=_blank href="http://www.doclisboa.org/premios.html">vencedores do DocLisboa 2008</a>. Foram entregue ao todo <a target=_blank href="http://www.doclisboa.org/premios.html">doze prêmios</a>. [Mania feia dos festivais de hoje em dia em querer premiar o maior número possível de filmes...]</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/babsebta_competicaonacional.jpg" alt="Bab Sebta, Vencedor da Competicão Nacional" title="Bab Sebta, Vencedor da Competicão Nacional" width="400" height="114" class="size-full wp-image-557" /><br />
<font size=-2>O longa dos jovens diretores Pinho e Lobo é bem superior a <em>End of the Rainbow</em></font></p>
<p>Os grandes vencedores foram <em><a href="www.babsebta.org/">Bab Sebta</a></em>, de Pedro Pinho e Frederico Lobo, eleito o melhor documentário português de longa-metragem e que aborda o desejo de alguns africanos em aportar na Europa; e <em>End of the Rainbow</em>, de <a target=blank href="http://www.imdb.com/name/nm3109491/">Robert Nugent</a>, escolhido melhor longa-metragem internacional e que mostra a extração do ouro na enigmática <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guiné">Guiné-Conacri</a> por uma multinacional. Mesmo com pontos de partida diversos, o tema central de ambos os filmes é o mesmo: a exploração do homem pelo homem. São filmes sobre as esperanças, são filmes sobre os sonhos, sonhos que insistem em resistir a dura realidade. São filmes políticos e urgentes. <a target=_blank href="http://oglobo.globo.com/blogs/docblog/post.asp?t=filme_sobre_imigrantes_vence_competicao_nacional_do_doclisboa&#038;cod_post=135608&#038;a=74">Rená falou do Bab Sebta no DocBlog</a>.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/stevemcqueen1.jpg" alt="O Steve McQueen estadunidense" title="O Steve McQueen estadunidense" width="400" height="172" class="alignnone size-full wp-image-559" /><br />
<font size=-2>Descanse em paz</font></p>
<p>Segundo parêntese. Vocês conhecem Steve McQueen, o diretor de <em>Hunger</em>? Até hoje pensava que o realizador dessa película era o veterano ator estadunidense de filmes como <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Never_So_Few"><em>Quando Explodem as Paixões</em></a>, <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Magnificent_Seven"><em>Sete Homens e Um Destino</em></a>, <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Great_Escape_(film)"><em>Fugindo do Inferno</em></a>, <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Sand_Pebbles_(film)"><em>O canhoneiro de Yang-Tsé</em></a>, <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Thomas_Crown_Affair_(1968_film)"><em>Crown, O Magnífico</em></a>, <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bullitt"><em>Bullit</em></a> ou <em>Inferno na Torre</em>. Vocês imaginam então o choque que foi descobrir que na próxima sexta-feira (7) completarão 28 anos que o <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steve_McQueen">Steve McQueen</a> desses filmes já não está entre nós. Peço um minuto de silêncio em sua memória.</p>
<p>&#8230;</p>
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<p>Fim do segundo parêntese.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/stevemcqueen2.jpg" alt="O Steve McQueen britânico" title="Steve McQueen britânico" width="400" height="194" class="alignnone size-full wp-image-569" /></a><br />
<font size=-2>Sem contar o <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Spike_Lee">Spike Lee</a>, quantos diretores negros de Cinema você conhece?</font></p>
<p>O ganhador da <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Caméra_d'Or">Caméra d&#8217;Or</a> (prêmio para cineastas debutantes) deste ano em <a target=_blank target=_blank href="http://www.festival-cannes.com/en.html">Cannes</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steve_McQueen_(artist)">Steve McQueen</a>, é um renomado artista inglês que, entre outras atividades, produziu durante sua carreira pequenos vídeos experimentais e ganhou o prêmio <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Turner_Prize">Turner Prize</a> em 1999. Aos trinta e nove anos realizou seu primeiro longa-metragem. Hunger remonta as últimas seis semanas de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bobby_Sands">Bobby Sands</a>, ativista do <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Irish_Republican_Army">IRA</a> que liderou a famosa <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/1981_Irish_hunger_strike">greve de fome de 1981</a> contra o tratamento que recebiam dos agentes prisionais britânicos e em busca do estatuto de prisioneiro político.</p>
<p><strong>Os inovadores</strong></p>
<p>De tempos em tempos os espectadores de Cinema são surpreendidos com toques de genialidade de alguns excêntricos diretores. Foi assim com <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georges_M%C3%A9li%C3%A8s">Méliès</a> e seus efeitos especiais; com a noção de continuidade obtida por <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_Williamson_(film_pioneer)">Williamson</a> e <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edwin_S._Porter">Porter</a>; com a tensão gerada pela montagem paralela de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/D._W._Griffith">Griffith</a>; com a dialética de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sergei_Eisenstein">Eisenstein</a>; com a <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/La_Jet%C3%A9e">fotonovela cinematográfica</a> de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Marker">Chris Marker</a>; com os <em>flashbacks</em> de <em><a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Citizen_Kane">Citizen Kane</a></em>; com a fragmentação da narrativa de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alain_Resnais">Resnais</a>; com os falsos <a target=_blank href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Raccord_(cin%C3%A9ma)">raccord</a> de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Luc_Godard">Godard</a>; com o jogo narrativo de <em><a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pulp_Fiction_(film)">Pulp Fiction</a></em>. É essa frescura inovadora que permeia todos os noventa minutos de duração de <em>Hunger</em>.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/11/hunger.jpg" alt="Hunger, o filme do ano" title="Hunger, o filme do ano" width="400" height="223" class="alignnone size-full wp-image-570" /><br />
<font size=-2><a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm1055413/">Michael Fassbender</a> (esq.) está muito bem no papel de Bobby Sands</font></p>
<p>A silenciosa, e angustiante, cena em que o guarda limpa os dejetos dos presos com um esfregão; um moribundo Bobby sendo velado por uma câmera que mais assemelha-se a um urubu ou a própria Morte, à espera da sua próxima vítima; o, desde já, antológico plano-seqüência em que Bobby explana suas razões para iniciar a greve de fome ao reverendo. Não há planos gratuitos na película. Citei três cenas, mas poderia discorrer sobre cada plano exaustivamente e ainda não esgotaria as possibilidades de leitura das cenas. Isso sem falar da estrutura narrativa, onde &#8220;trocamos&#8221; de personagem sem aviso prévio e sem retorno, algo totalmente novo (pelo menos pra mim).</p>
<p>Steve McQueen pode nunca mais finalizar um filme. Seu nome já está na História do Cinema.</p>
<p><object width="400" height="323"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KUeXTA44ZFo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KUeXTA44ZFo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="323"></embed></object></p>
<p><a target=_blank href="http://www.dailymotion.com/video/x738jq_itw-steve-mc-queen-pour-hunger_shortfilms">Veja uma entrevista do diretor</a>.</p>
 <div class=’series_links’><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>Previous in series</a> </div><div class=’series_toc’><h3>Série DocLisboa 2008</h3><ol><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/17/doclisboa-2008-primeiro-dia/' title='DocLisboa 2008: primeiro dia'>DocLisboa 2008: primeiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>DocLisboa 2008: segundo dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>DocLisboa 2008: terceiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>DocLisboa 2008: quarto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>DocLisboa 2008: quinto dia</a></li><li>Ecos do DocLisboa 2008</li></ol></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/442985130" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Flyp: o futuro das revistas online</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 19:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[
No ar desde Abril, esses dias conheci o Flyp, uma revista eletrônica americana. A grande novidade do Flyp, pelo menos para mim, é a forma harmônica e intensa com que utiliza vídeos, áudios, infográficos e textos. Confesso que fiquei bastante impressionado com a qualidade e interatividade do produto. Com edições quinzenais, a atual, dentre outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flypmedia.com/"><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/flyp.jpg" alt="" title="FLYP the pages to think, react, live and discover the world around you." width="400" height="129" class="alignnone size-full wp-image-553" /></a></p>
<p>No ar desde Abril, esses dias conheci o <a target=_blank href="http://www.flypmedia.com/">Flyp</a>, uma revista eletrônica americana. A grande novidade do Flyp, pelo menos para mim, é a forma harmônica e intensa com que utiliza vídeos, áudios, infográficos e textos. Confesso que fiquei bastante impressionado com a qualidade e interatividade do produto. Com edições quinzenais, a atual, dentre outros assunto, aborda os desdobramentos da crise financeira americana. Vale uma visita.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/438347569" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Conheça o Caia quem Caia, o CQC português</title>
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		<comments>http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/30/conheca-o-caia-quem-caia-o-cqc-portugues/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 23:10:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma das conseqüências de morar fora do Brasil é ficar meio por fora dos hits que assolam o país. Não saber quem matou quem na novela, não ser bombardeado com overdoses de notícias acerca do último crime que &#8220;chocou o país&#8221; ou não ter que escutar nada da dupla Victor e Leo é, sem dúvida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/cqc_portuga.jpg" alt="" title="Poderosos, ui!" width="400" height="118" class="alignnone size-full wp-image-547" /></p>
<p>Uma das conseqüências de morar fora do Brasil é ficar meio por fora dos <em>hits</em> que assolam o país. Não saber quem matou quem na novela, não ser bombardeado com overdoses de notícias acerca do último crime que &#8220;chocou o país&#8221; ou não ter que escutar nada da dupla <a target=_blank href="http://www.youtube.com/watch?v=KgiIYX3bv_U">Victor e Leo</a> é, sem dúvida nenhuma, um grande alívio. Por outro lado, demorei meses para descobrir o <a target=_blank href="http://www.youtube.com/watch?v=rm1wdMu-pd0">Marcelo Adnet</a>. Assim como foi com algum atraso que conheci o <em><a target=_blank href="http://www.band.com.br/cqc/">Custe o Que Custar</a></em>. Pois bem, eis que hoje vejo <a target=_blank href="http://www.youtube.com/watch?v=w_CQJ5uc6-0">isso</a>:</p>
<p><object width="400" height="323"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w_CQJ5uc6-0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/w_CQJ5uc6-0&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="323"></embed></object></p>
<p>É um excerto do <a target=_blank href="http://www.tvi.iol.pt/cqc/home.php"><em>Caia Quem Caia</em></a>, que estreou (<a target=_blank href="http://diario.iol.pt/moda-e-social/tvi-caia-quem-caia/1006620-4061.html">muito bem</a>) sábado passado (25), na <a target=_blank href="http://www.tvi.iol.pt/home.html">TVI</a>. Mesmo figurino, mesmo cenário, até o mesmo ziguezaguear irritante da camêra, está tudo lá presente. Todavia, o <em>CQC</em> luso não é um irmão gêmeo do brasileiro. Além de contar com a presença (luminosa) de uma moça na equipe, <a target=_blank href="http://www.tvi.iol.pt/cqc/reporter_joana.php">Joana Cruz</a>, <em>Caia Quem Caia</em> desfruta ainda de um quadro que (acredito) o programa liderado por <a target=_blank href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo Tas</a> não possui, <a target=_blank href="http://www.youtube.com/watch?v=s20IDVfxrDw">Mr. Jones</a>.</p>
<p><object width="400" height="323"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/s20IDVfxrDw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/s20IDVfxrDw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="323"></embed></object></p>
<p>Talvez a fim de conquistar o público brasileiro, o <em>CQC</em> luso foi até atrás de rostos conhecidos pelos brazucas. Apenas isso explica a participação do <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sérgio_Mallandro">Sérgio Mallandro</a> e do <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcello_Novaes">Marcelo Novaes</a> no programa.</p>
<p><a href="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/cqc_sosias.jpg"><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/cqc_sosias_p.jpg" alt="" title="Cara de um focinho de outro" width="400" height="138" class="alignnone size-full wp-image-545" /></a></p>
<p><font size=-2>Com a colaboração de <a target=_blank href="http://www.novicadeluxo.blogspot.com/">Caroline Ribeiro</a></font></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/437444896" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>DocLisboa 2008: quinto dia</title>
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		<comments>http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 23:26:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[
Após uma pausa para recuperar as forças da maratona de filmes, seguimos com rápidos comentários sobre os filmes que vi no Festival.
Parlez Moi d&#8217;Amour (Tell Me About Love), de Alexia Bonta. **

Em um hospital, duas velhas falam sobre amor. Apesar de estarem à beira da morte, relembram antigos amores com muita vivacidade e altas doses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/doclisboa_poster5.jpg" alt="" title="Em Outubro o mundo inteiro cabe em Lisboa" width="400" height="241" class="alignnone size-full wp-image-536" /></p>
<p>Após uma pausa para recuperar as forças da maratona de filmes, seguimos com rápidos comentários sobre os filmes que vi no Festival.</p>
<p><em><strong>Parlez Moi d&#8217;Amour</strong></em> (Tell Me About Love), de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm2844988/">Alexia Bonta</a>. **</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/tellmeaboutlove.jpg" alt="" title="Competição Internacional Curtas" width="400" height="193" class="alignnone size-full wp-image-537" /></p>
<p>Em um hospital, duas velhas falam sobre amor. Apesar de estarem à beira da morte, relembram antigos amores com muita vivacidade e altas doses de humor. Discorrem também sobre o presente com sobriedade e austeridade. Curto - conta apenas com 14 minutos -, o filme deixa a platéia com um gostinho que quero mais. Melhor assim.</p>
<p>Faz-se necessário um parêntese sobre a diretora. Aos 26 anos, a debutante Alexia, com toda sua timidez e charme, ganhou, de longe, na opinião deste humilde escriba, o prêmio de musa do Festival. Infelizmente não consegui tirar uma foto decente da belga e na internet achei apenas <a target=_blank href="http://www.7sur7.be/static/FOTO/pe/5/6/11/art_large_319946.jpg">esta</a>, que não condiz com toda sua beleza. De qualquer forma fica aqui o registro.</p>
<p><em><strong>The Red Race</strong></em>, de Chao Gan. ***</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/theredrace.jpg" alt="" title="Competição Internacional" width="400" height="245" class="alignnone size-full wp-image-538" /></p>
<p>Não sei quantas medalhas a China levou em ginástica nestas Olimpíadas, contudo sei que não foram poucas. Fico sempre impressionado com aqueles pequenos notáveis desafiando as leis da gravidade. A fabricação desses prodígios é o tema do pertinente documentário de Gan. São crianças de 4, 5, 6 anos de idade sendo submetidas a treinamentos desumanos. Durante uma hora vemos meninos e meninas serem xingados, humilhados e até espancados por treinadores que não fariam feio frente ao <a target=_blank href="http://www.imdb.com/character/ch0003741/bio">Sargento Hartman</a>, de <em><a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Full_Metal_Jacket">Full Metal Jacket</a></em>. E a pressão para tornarem-se grandes atletas e ganharem medalhas transpõem o ginásio. Pais e mães fazem uma lavagem cerebral nessas pobres crianças. Fiquei imaginando como eram os treinamentos na ex-União Soviética.</p>
<p>No <a target=_blank href="http://www.youtube.com/watch?v=XYdetXI3uIs">Youtube</a> existe um vídeo de dez minutos do longa. O problema é que é dublado em espanhol, tem narração e musiquinha sentimentalóide. Enfim, serve como um péssimo convite para assistir ao bom <em>The Red Race</em>. Todavia, como acho que o acesso ao filme será difícil, fica a sugestão.</p>
<p><em><strong>El Sastre</strong></em> (The Tailor), de Óscar Perez ***</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/thetailor.jpg" alt="" title="Competição Internacional Curtas" width="400" height="171" class="alignnone size-full wp-image-539" /></p>
<p>Mohamed é um emigrado paquistanês que trabalha em um dos bairros mais pobres de Barcelona como alfaiate. Singh é seu ajudante. Acompanhamos a conflituosa relação patrão-empregado e empresa-cliente.</p>
<p>Mohamed é um trambiqueiro de mão cheia. Engana os clientes, a Singh e a si próprio. Quando estão sós (mas com a presença da câmera, é óbvio), supondo que o diretor não sabe a língua que estão falando, os migrados desatam a falar do filme e do diretor. Perez, muito espirituoso, aproveita-se disso e faz um curta hilário.</p>
<p><em><strong>All White in Barking</strong></em>, de <a target=_blank href="http://www.dfgdocs.com/Directory/Names/1983.aspx">Marc Isaacs</a> ****</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/allwhiteinbarking.jpg" alt="" title="Competição Internacional" width="400" height="193" class="alignnone size-full wp-image-540" /></p>
<p><a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barking">Barking</a> é o subúrbio londrino onde existe a maior incidência de imigrantes na Inglaterra. Susan e Jeff são um casal caucasiano que moram há anos na região e são impelidos pela equipe de filmagem a jantarem com os vizinhos nigerianos. Dave é um conservador que milita pelo partido de extrema-direita, o <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/British_National_Party">Partido Nacional Britânico</a>. O judeu Monty é um sobrevivente do Holocausto que mantém uma relação afetuosa com a africana Betty.</p>
<p>O filme faz parte de uma série de seis episódios da BBC chamada <a target=_blank href="http://www.bbc.co.uk/white/">White</a>. Com as vantagens (e desvantagens) de ser um produto televisivo, <em>All White in Barking</em> é um excelente documentário sobre a tolerância e a questão do Outro. Isaacs foi muito feliz na escolha do &#8220;elenco&#8221;, expondo contradições inerentes do preconceito e obtendo ótimas tiradas.</p>
<p>Dave possui aversão a estrangeiros (negros em especial), mas suas filhas namoram afro-descendentes e ele (Dave) possui um neto negro. &#8220;É do meu sangue, o que eu posso fazer?&#8221;, diz em determinado momento. Monty leva Betty no encontro anual dos sobreviventes do Holocausto. Entre olhares de desaprovação, somos brindados com o discurso mais lúcido do filme. Após o jantar na casa dos nigerianos, Susan (ou foi Jeff? já não me recordo) diz uma frase que é síntese do preconceito dissimulado: &#8220;different, BUT enjoyable.&#8221; Essa simples palavra faz toda a diferença.</p>
<p><strong><em>Afterschool</em></strong>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm1290515/">Antônio Campos</a></p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/afterschool.jpg" alt="" title="Riscos e Ensaios" width="400" height="163" class="alignnone size-full wp-image-542" /></p>
<p>Sabe aqueles filmes que lhe escapa? Que você sente que não captou, que não estava na mesma sintonia? Aconteceu isso com <em>Afterschool</em>. </p>
<p>Eis a sinopse: &#8220;Robert é um jovem estudante note-americano numa Escola Preparatória de elite situada na Costa Este dos Estados Unidos que filma acidentalmente a morte trágica de duas colegas de turma. Após o acidente, as vidas das alunas são homenagedas através de um projeto audiovisual destinado a sarar rapidamente o luto da comunidade escolar. Além disso Frederick Wiseman quer fazer um documentário sobre o fato. Mas o trabalho em vídeo acaba por gerar um clima de desconforto e alimentar uma atmosfera de paranóia e suspeição entre os estudantes e os professores.&#8221;</p>
<p>A estréia do jovem diretor Antônio Campos - 21 anos - é o retrato de uma geração. A dele, a minha. Imagens de celular, Youtube e a própria Internet são personagens do filme. Durante a projeção lembrei de <em><a target=_blank href="http://www.elephantmovie.com/">Elephant</a></em>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm0001814/">Gus Van Sant</a>. Um filme curioso e incômodo, que merece uma revisita.</p>
 <div class=’series_links’><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>Previous in series</a> <a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/' title='Ecos do DocLisboa 2008'>Next in series</a></div><div class=’series_toc’><h3>Série DocLisboa 2008</h3><ol><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/17/doclisboa-2008-primeiro-dia/' title='DocLisboa 2008: primeiro dia'>DocLisboa 2008: primeiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>DocLisboa 2008: segundo dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>DocLisboa 2008: terceiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>DocLisboa 2008: quarto dia</a></li><li>DocLisboa 2008: quinto dia</li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/' title='Ecos do DocLisboa 2008'>Ecos do DocLisboa 2008</a></li></ol></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/435225289" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>DocLisboa 2008: quarto dia</title>
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		<comments>http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 03:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[IndieLisboa 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[
Finalmente consegui assistir a bons filmes no domingo, 19. Já não era sem tempo.
Novela na Santa Casa, de Cathie Levy. ****

Cathie Levy conta ao público que demorou mais de cinco anos para realizar o longa.

Entrada lateral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Centenas de pessoas aguardam em pé a vez de serem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/doclisboa_poster4.jpg" alt="" title="Em Outubro o mundo inteiro cabe em Lisboa" width="400" height="241" class="alignnone size-full wp-image-521" /></p>
<p>Finalmente consegui assistir a bons filmes no domingo, 19. Já não era sem tempo.<br />
<em><strong>Novela na Santa Casa</strong></em>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm2759743/">Cathie Levy</a>. ****</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/santacasa.jpg" alt="" title="Competição Internacional" width="400" height="157" class="alignnone size-full wp-image-522" /><br />
<em><font size=-2>Cathie Levy conta ao público que demorou mais de cinco anos para realizar o longa.</font></p>
<p></em></p>
<p>Entrada lateral da <a target=_blank href="http://www.santacasarj.org.br/hospgeral.htm#especialidades">Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro</a>. Centenas de pessoas aguardam em pé a vez de serem chamadas e receberem a esperada ficha. São em sua larga maioria mulheres. Anseiam serem operadas pelas &#8220;mãos milagrosas&#8221; do mítico &#8220;<a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivo_Pitanguy">Professor Pitanguy</a>&#8220;. Como o hiato entre o preenchimento da ficha e a cirurgia plástica demora, via de regra, meses, foi nesse intervalo que Cathie Levy decideu filmar o seu longa.</p>
<p>Utilizando, sabiamente, apenas a Santa Casa como locação, acompanhamos o dia-a-dia de seis, sete mulheres que desejam mudar o visual. Diferentemente de <em><a target=_blank href="http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/">Be Like Others</a></em>, onde Eshaghian mantem um distanciamento asséptico das pessoas, em pouco tempo sentimos uma identificação com aquelas mulheres. Suas histórias nos interessa, e, em último caso, passamos a nos preocupar com elas. Impossível não rir com a espirituosa Edna ou com a faceira Claudemira. Vemos nascer amizades e compartilhamos suas confissões.</p>
<p>Levy consegue esses resultados sem ser invasiva ou emitir juízos de valor. Em um dos momentos mais tocantes da película duas personagens estão encaminhando-se para a mesa de operações. Excitadas e aflitas e esperançosas, elas dão tchau para a câmera - no único momento de interação com a equipe de filmagem - e, em seguida, a porta fechasse. &#8220;The Promise of Happiness&#8221;, título em inglês do filme, resume bem a motivação daquelas moças: elas não esperam (apenas) corrigir o nariz ou perder peso. A esperança delas é que suas vidas mudem a partir da operação.</p>
<p><em><strong>Territórios de Passagem Culturgest, Casa de Cima, Outra Memória</strong></em>, de <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Solveig_Nordlund">Solveig Nordlund</a>. **</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/territorios.jpg" alt="" title="Competição Nacional Curtas" width="400" height="229" class="alignnone size-full wp-image-524" /><br />
<em><font size=-2>Nordlund mora e trabalha em Portugal há décadas.</font></p>
<p></em></p>
<p><a target=_blank href="http://www.mamam.art.br/mam_exposicoes/croft.htm">José Pedro Croft</a> é um dos mais importantes artistas portugueses da atualidade (você o conhece? Nunca tinha ouvido falar). O curta de Nordlund acompanha três de seus trabalhos durante o ano de 2008. Na realidade são três curtas em um. Cada filme possui uma estrutura bem diferente dos demais.</p>
<p>O primeiro foca na figura do artista. Croft fala um pouco da sua arte e explica o que predente fazer no espaço da <a target=_blank href="http://www.culturgest.pt/">Culturgest</a>. É demasiado didático e enfadonho. O segundo procura ser mais irreverente, contudo também decepciona. No terceiro vemos grupo de operários sofrendo horrores ao tentarem erguer uma dúzia de pesados espelhos. Sem diálogos e com ótimos planos, é sem dúvida o melhor.</p>
<p>Durante a apresentação do filme a diretora afirmou que esses curtas são excertos que farão parte de um longa sobre Croft. Torcemos para que Nordlund use Outra Memória como ponto de partida e, sutilmente, descarte da edição final os dois primeiros.</p>
<p><em><strong>Dificilmente o que Habita Perto da Origem Abandona o Lugar</strong></em>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm0708745/">Olga Ramos</a> *****</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/dificilmenteaquele.jpg" alt="" title="Competição Nacional" width="400" height="177" class="alignnone size-full wp-image-525" /><br />
<em><font size=-2>O Canavial: Memória Metamorfose de um Corpo Ausente (1968). <a target=_blank href="http://www.flickr.com/photos/nfcastro/2418936933/">Via Flickr</a>.</font></p>
<p></em></p>
<p>Primeiro grande filme do Festival. O documentário passa em vista a vida e obra do escultor português Alberto Carneiro - que é cara do <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_C%C3%A9sar_Per%C3%A9io">Paulo César Pereio</a>. Desde a infância, passando pela diáspora até chegar ao regresso à sua terra natal, o filme é pontuado por imagens de suas obras e intervenções do próprio escultor. Versando sobre suas influências e acerca da matéria-prima de sua arte, é prazer ouvir Carneiro falar.</p>
<p>A fotografia do filme é belíssima. A seqüência em que Carneiro faz a instalação de canaviais e fica admirando o seu trabalho é formidável. Olga Ramos ainda mostra-se extremamente espirituosa ao colocar no decorrer do filme trechos do áudio com a interpretação do mapa astral do escultor. É Hilário.</p>
<p>Singelo, terno e cativante, <em>Dificilmente o que Habita Perto da Origem Abandona o Lugar</em> é um filme a não perder.</p>
 <div class=’series_links’><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>Previous in series</a> <a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>Next in series</a></div><div class=’series_toc’><h3>Série DocLisboa 2008</h3><ol><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/17/doclisboa-2008-primeiro-dia/' title='DocLisboa 2008: primeiro dia'>DocLisboa 2008: primeiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>DocLisboa 2008: segundo dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>DocLisboa 2008: terceiro dia</a></li><li>DocLisboa 2008: quarto dia</li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>DocLisboa 2008: quinto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/' title='Ecos do DocLisboa 2008'>Ecos do DocLisboa 2008</a></li></ol></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/429688918" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>DocLisboa 2008: terceiro dia</title>
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		<comments>http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 19:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[IndieLisboa 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[
Filmes que vi no sábado, 18.
We (Wo Men), de Huang Wenhai. *

Wenhai, sabesse lá como, recebe o prêmio na seção Novos Horizontes, em Veneza. 
Durante as Olimpíadas de Pequim 2008 assisti a várias matérias nas quais os repórteres tentavam arrancar uma confissão, um lamento, uma queixa que fosse de algum cidadão chinês acerca do Governo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/doclisboa_poster3.jpg" alt="" title="Em Outubro o mundo inteiro cabe em Lisboa" width="400" height="241" class="alignnone size-full wp-image-510" /></p>
<p>Filmes que vi no sábado, 18.</p>
<p><em><strong><a target=_blank href="http://www.imdb.com/title/tt1270706/">We</a> (Wo Men)</strong></em>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm3092893/">Huang Wenhai</a>. *</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/wewo-men.jpg" alt="" title="Competição Internacional" width="400" height="167" class="alignnone size-full wp-image-511" /><br />
<em><font size=-2>Wenhai, sabesse lá como, recebe o prêmio na seção Novos Horizontes, em Veneza.</font> </em></p>
<p>Durante as Olimpíadas de Pequim 2008 assisti a várias matérias nas quais os repórteres tentavam arrancar uma confissão, um lamento, uma queixa que fosse de algum cidadão chinês acerca do Governo (leia-se <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Communist_Party_of_China">Partido Comunista da China</a>). O resultado era quase sempre frustrante, para os repórteres, é claro. Ainda por cima, muitas vezes, os entrevistados aproveitavam a oportunidade para louvar as maravilhas desse Paraíso na Terra que é a China.</p>
<p>O filme de Wenhai, nesse aspecto, é o sonho daqueles repórteres. Durante quase duas horas de projeção, três gerações de chineses descem o pau na atual direção do PCC. O curioso é que a maioria dos entrevistados são intelectuais que já fizeram parte do Governo no passado. Eles falam em montar um novo partido e divulgam suas idéias por blogues. Todavia, com receio de represálias, raramente fazem reuniões físicas e quando os blogues atingem a marca de 1.000 (mil) visitas diárias, eles simplesmente fecham-no e criam outro. Ou seja, efetivamente o poder de oposição deles é praticamente nulo. Eles brincam de fazer oposição e o Governo finge ficar preocupado.</p>
<p>Para além da falácia contestadora do longa, temos um outro problema. Wenhai precisa urgentemente ter umas aulas de edição. Os 102 minutos de projeção parecem intermináveis. Somos torturados sucessivamente com intermináveis monólogos sobre nada relevante. E o pior é que ele afirmou durante o debate que We faz parte de uma trilogia sobre o que o povo chinês pensa sobre o Governo. Que Deus nos proteja.</p>
<p><em><strong><a target=_blank href="http://www.imdb.com/title/tt0479468/">Gonzo: The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson</a></strong></em>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm0316795/">Alex Gibney</a>. ***</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/gonzo.jpg" alt="" title="Sessões Especiais" width="400" height="170" class="alignnone size-full wp-image-513" /></p>
<p>Sou suspeito para falar de algo relacionado ao <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hunter_S._Thompson">Hunter Thompson</a>. Sou grande fã do cidadão. Seus livros são fabulosos e adorei quando <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm0000136/">Johnny Depp</a> o interpretou em <a target=_blank href="http://www.imdb.com/title/tt0120669/">Fear and Loathing in Las Vegas</a>. Dito isso, vamos as considerações acerca do mais recente filme de Gibney, ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2008 com <a target=_blank href="http://www.imdb.com/title/tt0854678/">Taxi to the Dark Side</a>, e diretor do ótimo <a target=_blank href="http://www.imdb.com/title/tt1016268/">Enron: The Smartest Guys in the Room</a>.</p>
<p>Gonzo destoa de tudo que já passou nesta edição do DocLisboa. Por vezes ágil como um videoclipe, por outras psicodélico como uma dose de LSD, Gonzo é um produto genuinamente Hollywoodiano. Narrado por Depp, o filme conta um belo time de entrevistados, como do desenhista <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ralph_Steadman">Ralph Steadman</a>, do senador Democrata <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/George_McGovern">George McGovern</a>, do presidente <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jimmy_Carter">Jimmy Carter</a>, do líder dos <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hells_Angels">Hell Angels</a> <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sonny_Barger">Sonny Barger</a> e do jornalista <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tom_Wolfe">Tom Wolfe</a>. Mesmo investigando a queda de Thompson, não podemos negar que o longa é uma apologia ao escritor que reinventou a Imprensa.</p>
 <div class=’series_links’><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>Previous in series</a> <a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>Next in series</a></div><div class=’series_toc’><h3>Série DocLisboa 2008</h3><ol><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/17/doclisboa-2008-primeiro-dia/' title='DocLisboa 2008: primeiro dia'>DocLisboa 2008: primeiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>DocLisboa 2008: segundo dia</a></li><li>DocLisboa 2008: terceiro dia</li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>DocLisboa 2008: quarto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>DocLisboa 2008: quinto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/' title='Ecos do DocLisboa 2008'>Ecos do DocLisboa 2008</a></li></ol></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/427781143" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>DocLisboa 2008: segundo dia</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 16:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[Documentário]]></category>

		<category><![CDATA[IndieLisboa 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[
Segue os comentários dos filmes que vi na sexta-feira (17).

Be Like Others, de Tanaz Eshaghian. *

No Irã o homossexualismo é ilegal e punível com morte. Contudo, há mais de vinte anos, Ayatollah Khomeini legalizou as operações de mudança de sexo. Atualmente existem mais de 150 mil transexuais no país e o Irã só perde para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.doclisboa.org/"><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/doclisboa_poster2.jpg" alt="" title="Sexto Festival Internacional de Cinema Documentário" width="400" height="241" class="alignnone size-full wp-image-498" /></a></p>
<p>Segue os comentários dos filmes que vi na sexta-feira (17).</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/belikeothers.jpg" alt="" title="Mostra Novas Famílias, Novas Identidades" width="400" height="266" class="alignnone size-full wp-image-499" /></p>
<p><em><a target=_blank href="http://www.belikeothers.com/"><strong>Be Like Others</strong></a>, de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tanaz_Eshaghian">Tanaz Eshaghian</a>. *</p>
<p></em><br />
No Irã o homossexualismo é ilegal e punível com morte. Contudo, há mais de vinte anos, <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruhollah_Khomeini">Ayatollah Khomeini</a> legalizou as operações de mudança de sexo. Atualmente existem mais de 150 mil transexuais no país e o Irã só perde para a Tailândia em número de procedimentos desse gênero. Através da câmera asséptica e hiper-realista da diretora, somos apresentados a alguns homens que anseiam fazer essa operação.</p>
<p>Crentes em Deus, as personagens agem (e falam) como se a mudança de sexo fosse obra da Providência. Tal atitude é até mesmo encorajada pelo Governo, que possui &#8220;peritos em teologia&#8221; que justificam o procedimento biblicamente.</p>
<p>Com uma estética digna dos piores <em>reality shows</em> sobre cirurgias plásticas, Eshaghian documenta desde a consulta médica, onde o paciente é obrigado a provar que é &#8220;anormal&#8221;, para ganhar o subsídio do Governo, até o resultado final, meses depois.</p>
<p>Defendendo a tese de que as pessoas agem dessa forma porque desejam serem aceitas na sociedade, o longa acaba por ser maniqueísta e didático.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/osegredo.jpg" alt="" title="Competição Nacional de Curtas" width="400" height="201" class="alignnone size-full wp-image-500" /><br />
<em><font size=-2>António Dias Lourenço (esq), ao lado de Edgar Feldman, relembra o tempo em que esteve preso.</font> </em></p>
<p><em><strong>O Segredo</strong>, de <a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm0271064/">Edgar Feldman. **</a></p>
<p></em><br />
António Dias Lourenço foi personagem ativa durante o <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Portugal)#Um_regime_fascista">Estado Novo</a> português. Membro do <a target=_blank href="http://www.pcp.pt/">Partido Comunista Português</a> desde os treze anosde idade, Lourenço foi preso pela primeira vez pela polícia salazarista em 1949, e colocado no <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Praça-forte_de_Peniche">Forte de Peniche</a>. Em meados de 1954 é encarcerado no &#8220;Segredo&#8221;, alcunha para solitária, durante um mês por ter desacatado um guarda. É de lá que Lourenço executa uma das belas (e corajosas) fugas da história.</p>
<p>Esse episódio é o mote do curta de Feldman. Conhecemos os pormenores da evasão contada pelo próprio Lourenço, hoje com 94 anos. Simples e direto, o filme é simpático e importante para as novas gerações, que não viveram os terrores do Estado Novo.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/oadeusabrisa.jpg" alt="" title="Competição Nacional" width="400" height="207" class="alignnone size-full wp-image-501" /><br />
<em><font size=-2>Possidónio Cachapa fala sobre como conheceu Urbano.</font> </em></p>
<p><em><strong>O adeus à brisa</strong>, de <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Possidónio_Cachapa">Possidónio Cachapa</a>. **</p>
<p></em><br />
Assim como em <em>O Segredo</em>, em <em>O adeus à brisa</em> o discurso direto é predominante. <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Urbano_Tavares_Rodrigues">Urbano Tavares Rodrigues</a>, intelectual português, discorre acerca da sua infância, de seus encontros, suas influências, seus sonhos. Frágil e dócil, Urbano transborda carisma, humanismo e idealismo.</p>
<p>Apesar do excesso de <em>closes</em> em imagens de arquivo, a subutilização das (poucas) entrevistas e a duração do filme ( com 55 minutos, poderia ser bem menor), a estréia de Cachapa como diretor é satisfatória.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/ruasdaamargura.jpg" alt="" title="Competição Nacional" width="400" height="144" class="alignnone size-full wp-image-502" /><br />
<em><font size=-2>Rui Simões agradece à sua equipe.</font> </em></p>
<p><em><strong>Ruas da Amargura</strong>, de <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rui_Simões_(cineasta)">Rui Simões</a>. *</p>
<p></em></p>
<p><em>&#8220;As Ruas da Amargura são povoadas por homens e mulheres, de todas as idades, com carências afectivas, financeiras, problemas mentais, alcoolismo, toxicodependência, ou simplesmente pessoas que chegaram a Portugal à procura de uma vida um pouco melhor.</p>
<p>Do outro lado da Rua há um formigueiro de voluntários, assistentes sociais e técnicos diversos que constroem e mantêm estruturas de apoio, uns pensando em dias melhores, outros institucionalizando a ajuda sem acreditar que o fenómeno possa ter cura.&#8221;<br />
</em></p>
<p>A <a target=_blank href="http://www.realficcao.com/html/Projectos/Amargura/Ruas_da_Amargura.html">sinopse do filme</a> aponta um dos vários problemas deste longa: a falta de foco. Inicialmente seguimos o dia-a-dia de seis, sete personagens que vivem em uma situação delicada. Em seguida, sem aviso prévio, Simões emprega a mesma técnica que utilizou anteriormente para apresentar os &#8220;sem-abrigo&#8221;, agora para expor uma senhora que coordena um grupo de voluntários no Centro de Lisboa. Confesso que a mudança de ponto de vista de forma tão seca e abrupta deixou-me um tanto quanto desorientado. A partir de então passamos a acompanhar as ações desse grupo. Buscando abordar duas perspectiva diferentes, Simões acaba por falhas em ambas: não temos contato suficiente com os voluntários para compreender suas motivações nem para nos solidarizarmos com eles; assim como as histórias dos protagonistas perdem ritmo e importância com essas intervenções.</p>
<p>Mas esse é dos menores problemas de <em>Ruas da Amargura</em>. O diretor sucumbe no erro primário de estereotipar suas personagens. Através de uma edição questionável, ele manipula e distorce a realidade. Dessa forma temos seqüências como aquela em que alguém entornar seis, oito, dez copos de forma consecutiva; ou quando somos induzidos a sentir comiseração pelo sujeito que vive sozinho e a base de vinho e cigarro. Há ainda planos apelativos e dispensáveis como o banho de um dos protagonistas. E o que falar da estranha e conveniente chegada do missionário tentando persuadir um dos moradores de rua a ir para uma &#8220;Comunidade&#8221;?</p>
<p>Rui Simões é um cineasta experiente e não deve ter falhado (e faltado) tão primariamente com o bê-a-bá da ética documental. Provalmente devo está imaginando coisas. Devo ter visto um filme que não foi aquele que ele filmou. Para todos os efeitos, aqueles que estiverem em São Paulo nos próximos dias poderão tirar suas próprias conclusões. A <strong><a target=_blank href="http://www.mostra.org/32/">32ª Mostra Internacional de Cinema</a></strong> de São Paulo exibirá o filme hoje (<a target=_blank href="http://www.mostra.org/32/exib_filme.php?filme=193">veja os horários das sessões</a>).</p>
<p>Como o documentário não possui data para estrear comercialmente em Portugal, e muito menos no Brasil, deixo aqui o <a target=_blank href="http://www.youtube.com/watch?v=Cp-mrueCFhU">trailer</a>.</p>
<p><object width="400" height="323"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Cp-mrueCFhU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Cp-mrueCFhU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="400" height="323"></embed></object></p>
 <div class=’series_links’><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/17/doclisboa-2008-primeiro-dia/' title='DocLisboa 2008: primeiro dia'>Previous in series</a> <a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>Next in series</a></div><div class=’series_toc’><h3>Série DocLisboa 2008</h3><ol><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/17/doclisboa-2008-primeiro-dia/' title='DocLisboa 2008: primeiro dia'>DocLisboa 2008: primeiro dia</a></li><li>DocLisboa 2008: segundo dia</li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>DocLisboa 2008: terceiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>DocLisboa 2008: quarto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>DocLisboa 2008: quinto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/' title='Ecos do DocLisboa 2008'>Ecos do DocLisboa 2008</a></li></ol></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/425586158" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>DocLisboa 2008: primeiro dia</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 12:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ilo Aguiar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

		<category><![CDATA[IndieLisboa 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[
Começou nesta quinta-feira (16) o VI Festival Internacional de Cinema Documental. Durante onze dias mais de 175 filmes serão exibidos nas salas de cinemas do São Jorge, Londres e Culturgest.
Com 13 documentários, a China é o grande tema desta edição, que conta ainda com uma homenagem a Frederick Wiseman, o &#8220;maior documentarista vivo&#8221;, uma mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/doclisboa_poster.jpg" alt="" title="&quot;Em Outubro, o mundo inteiro cabe em Lisboa&quot;" width="400" height="241" class="alignnone size-full wp-image-488" /></p>
<p>Começou nesta quinta-feira (16) o <a target=_blank href="http://www.doclisboa.org/">VI Festival Internacional de Cinema Documental</a>. Durante onze dias mais de 175 filmes serão exibidos nas salas de cinemas do <a target=_blank href="http://www.egeac.pt/DesktopDefault.aspx?tabindex=0&#038;tabid=15">São Jorge</a>, <a target=_blank href="http://www.lifecooler.com/Portugal/tardeenoite/CinemaLondres">Londres</a> e <a target=_blank href="http://www.culturgest.pt/">Culturgest</a>.</p>
<p>Com 13 documentários, a China é o grande tema desta edição, que conta ainda com uma homenagem a <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frederick_Wiseman">Frederick Wiseman</a>, o &#8220;maior documentarista vivo&#8221;, uma mostra sobre Moçambique, outra apenas com longas acerca de música, entre outros. Veja <a target=blank href="http://www.doclisboa.org/programa.html">aqui</a> a programação do evento. A seguir os filmes que vi ontem.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/lastletter.jpg" alt="" title="La Dernière lettre, 2002" width="400" height="250" class="alignnone size-full wp-image-489" /></p>
<p><em><strong><a target=_blank href="http://www.imdb.com/title/tt0317341/">The Last Letter</a></strong>, de Frederick Wiseman. ***<br />
</em></p>
<p>Baseado em um capítulo do livro <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Life_and_Fate"><em>Vida e Destino</em></a>, de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vasily_Grossman">Vasily Grossman</a>, remonta a 1941, quando um gueto ucraniano é dominado pelos nazistas. Consciente da proximidade da morte, a velha Anna Semyonovna (<a target=_blank href="http://www.imdb.com/name/nm0759826/">Catherine Samie</a>) resolve escrever sua última carta ao filho.</p>
<p>Temos apenas dois elementos em cena neste filme, Samie e suas sombras. Graças à bela fotografia de <a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Giorgos_Arvanitis">Yorgos Arvanitis</a>, as penumbras ganham vida, tornando-se personagens na trama. Com muitos planos detalhe e <em>super closes</em>, acabamos por virar confidentes, cúmplices de Semyonovna. A velha ucraniana versa sobre o cotidiano da vila após a chegada dos alemães, sobre seus medos, seus amores, seus arrependimentos. O texto é excelente, denso e emocionante, sendo amplificado pela soberba interpretação de Samie.</p>
<p>A única contrapartida do longa é sua duração. The Last Letter acaba por perder muito da sua força e eficácia por extender-se por mais de uma hora. Mesmo assim, vale assistir apenas pelo último plano, quando Semyonovna vai às lágrimas e nos leva as lágrimas.</p>
<p><img src="http://afinidades.blogueisso.com/wp-content/uploads/2008/10/misteriodosamba.jpg" alt="" title="A Velha Guarda da Portela, Marisa Monte e Zeca Pagodinho" width="400" height="211" class="alignnone size-full wp-image-490" /></p>
<p><em><strong><a target=_blank href="http://www.omisteriodosamba.com.br/">O Mistério do Samba</a></strong>, de <a target=_blank href="http://www.filmeb.com.br/quemequem/html/QEQ_profissional.php?get_cd_profissional=PE258">Lula Buarque de Holanda</a> e <a target=_blank href="http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM874197-7822-O+MISTERIO+DO+SAMBA+ENTREVISTA+COM+CAROLINA+JABOR,00.html">Carolina Jabor</a>. ***<br />
</em></p>
<p><em>O Mistério do Samba</em> fez sua estréia em Portugal em grande estilo. Sala lotada e muitos aplausos após o término da sessão. O filme, que está em cartaz no Brasil desde Agosto, é uma homenagem à <a target=_blank href="http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?tabela=T_FORM_E&#038;nome=Velha-Guarda+da+Portela">Velha Guarda da Portela</a>. </p>
<p>Hesitante no início e por vezes irregular, o longa de Lula perde ritmo com as intervenções maçantes de <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marisa_Monte">Marisa Monte</a> e <a target=_blank href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulinho_da_Viola">Paulinho da Viola</a> (as primeiras, principalmente, são totalmente descartáveis). O carisma (e vigor) do longa está, obviamente, nos integrantes da Velha Guarda. São eles que nos fazem morrer de rir (<a target=_blank href="http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?nome=Argemiro+da+Portela&#038;tabela=T_FORM_A">Seu Argemiro</a>, Tia Eunice, <a target=_blank href="http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?nome=Surica&#038;tabela=T_FORM_A">Surica</a>) e nos emocionam (Tia Surica, <a target=_blank href="http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?nome=Jair+do+Cavaquinho&#038;tabela=T_FORM_A">Seu Jair do Cavaquinho</a>). É impressionante a capacidade que eles possuem de criar lindos sambas em um piscar de olhos, assim como é desanimador saber que muitos desses perderam-se no tempo.</p>
<p>Muitas vezes lembrando o <em>cult</em> <em><a target=_blank href="http://en.wikipedia.org/wiki/Buena_Vista_Social_Club_(film)">Buena Vista Social Club</a></em> (1999), <em>O Mistério do Samba</em> goza ainda de uma qualidade rara nos filmes brasileiros: um excelente som.</p>
 <div class=’series_links’> <a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>Next in series</a></div><div class=’series_toc’><h3>Série DocLisboa 2008</h3><ol><li>DocLisboa 2008: primeiro dia</li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/19/doclisboa-2008-segundo-dia/' title='DocLisboa 2008: segundo dia'>DocLisboa 2008: segundo dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/21/doclisboa-2008-terceiro-dia/' title='DocLisboa 2008: terceiro dia'>DocLisboa 2008: terceiro dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/23/doclisboa-2008-quarto-dia/' title='DocLisboa 2008: quarto dia'>DocLisboa 2008: quarto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/10/28/doclisboa-2008-quinto-dia/' title='DocLisboa 2008: quinto dia'>DocLisboa 2008: quinto dia</a></li><li><a href='http://afinidades.blogueisso.com/2008/11/05/ecos-do-doclisboa-2008/' title='Ecos do DocLisboa 2008'>Ecos do DocLisboa 2008</a></li></ol></div><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/afinidades/~4/423667414" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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