Na última terça-feira (26/05), o NYT criou o cargo de editor de “social media”. Uma semana depois foi a vez do Guardian. O ceticismo aconselha ficarmos com um pé atrás, afinal o posto pode servir como forma de policiar os repórteres em suas contas de twitter, facebook e congêneres. Mas não há como não ver com bons olhos esse tipo de iniciativa.
Com o esmorecimento da home, faz-se necessário uma presença cada vez mais efetiva em redes socias. Ir onde está sua audiência nunca foi tão vital.
Nada disso é novidade, muito pelo contrário, tanto que em Portugal, o jornal i marca presença em todos esses canais e o Público criou um hotsite para as eleições europeias de 2009 que, desde já, considero modelo.
Enquanto isso, aqui no Ceará, ainda engatinhamos. É verdade que Diário do Nordeste e o O Povo possuem conta de vídeo (O Povo também tem twitter). Todavia, o canal do O Povo não é atualizado há 2 meses e os vídeos de ambos primam pelo amadorismo: não há edição mais acurada e muitos vídeos tremem como se não houvesse amanhã.
Mas isso é o de menos, o que salta aos olhos é a falta de iniciativas. Os jovens não leem mais jornal e passam o dia no Orkut? Pois façam comunidades no Orkut que os tragam para o jornal, façam newsgames com os buracos da cidade ou sobre a Copa de 2014. Por que o ombudsman d’OPovo (e o conselho de leitores) não tem um blog?
A impressão que tenho é que quando os jornais daqui acordarem será tarde demais.
Ah, se fossem só os jornais!
O Jornalismo acabou. Pelo menos o Jornalismo que antes conhecíamos. Agora, a construção da notícia tem um ar pseudo-pessoal. Isso porque não há individualidade nas redes sociais. O "eu" está fantasiado para que os amigos, sempre vigilantes, não fiquem assustados.
Não há realidade nisso. Apenas uma falsa realidade. É, claro, então, que precisamos mudar o modo como é feito o Jornalismo. Não restam dúvidas. E olha amigo, isso não acontece só no Ceará. Aqui no Rio, onde tudo é, supostamente, mais moderno, os barões da mídia ainda não perceberam que, se não quiserem ir à falência, vão precisar de renovações.
(Continua)
A grande dificuldade, entretanto, é descobrir qual o caminho a ser seguido. O das redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook e outros? Acho que não. Caso a escolha seja essa, cada um será apenas mais um. Apenas mais um dentre tantos outros milhões de concorrentes.
Agora, se nós, jornalistas, pararmos um pouco para pensar, vamos perceber que a desinformação é o destino da grande quantidade de informações. Muitas informações. Informações demais. Como profissionais, temos o dever social de combater isso. Precisamos fazer com que as pessoas saiam de casa e comprem os jornais nas bancas. Isso é o que precisamos fazer. Tirar os leitores desses movimentos estáticos ao qual eles estão presos.
(Continua)
E, veja bem, colocar jornais nas bancas e não apenas na internet é, também, um bom negócio. Sim. Afinal de contas, o barão da mídia que fizer isso nos dias atuais – colocar um jornal de qualidade nas bancas – não vai ter concorrentes. O que precisamos fazer, então, é tornar os jornais de papel mais agradáveis aos nossos leitores. Que já estão cansados de tantas notícias.
O exemplo do que falo está no próprio comentário. Quando tentei publicá-lo, o computador me disse que eu escrevi muito. Mas como sou insistente, separei a mensagem em duas partes.
Três, e agora quatro partes, para ser mais preciso.
João, muito obrigado pelo comentário. Concordo com suas observações. Todavia, quando saliento a necessidade de um maior do uso das redes sociais e plataformas de publicação online por parte dos jornais não digo que isso deve ser feito detrimento da versão impressa, muito pelo contrário.
Acredito que, ALÉM de grandes reportagens, matérias aprofundadas e "mais agradáveis aos nossos leitores" (quesitos que sempre foram almejados pelos bons periódicos), os jornais de hoje precisam de uma participação efetiva no ciberespaço, como forma até de angariar novos leitores para a sua versão impressa.
Abraço,
João, muito obrigado pelo comentário. Concordo com suas observações. Todavia, quando saliento a necessidade de um maior uso das redes sociais e plataformas de publicação online por parte dos jornais não digo que isso deve ser feito detrimento da versão impressa, muito pelo contrário.
Acredito que, ALÉM de grandes reportagens, matérias aprofundadas e "mais agradáveis aos nossos leitores" (quesitos que sempre foram almejados pelos bons periódicos), os jornais de hoje precisam de uma participação efetiva no ciberespaço, como forma até de angariar novos leitores para a sua versão impressa.
Abraço,