A Associação Brasileira dos Produtores de Disco (ABPD) divulgou o balanço de 2008. As vendas de músicas subiram 6,5% em relação a 2007. A Sony teve um crescimento de 10%, enquanto que a EMI conseguiu aumentar suas vendas em incríveis 50%. O relatório 2008/2009 da ABPD traz depoimentos dos presidentes das maiores gravadoras, que, obviamente, exaltam os resultados e esperam um 2009 ainda melhor. O presidente da Som Livre, Leonardo Ganem, sugere que os bons resultados derivam do preço do CD original, que gira entre R$ 9,90 e R$ 14,90. De fato, as vendas de CDs e DVDs do atacado ao varejo cresceram 4,9%. Estaria o Brasil indo na contramão do mundo?

A mesma pergunta foi feita quando da divulgação do crescimento da circulação de jornais em 2008. Não creio que o Brasil é uma espécie de Do Contra, apenas caminha em um ritmo mais lento. Ao passo que as plataformas digitais geraram em 2008 20% do total das vendas de música no mundo, no Brasil esse segmento refletiu apenas 12% do mercado. Muito embora, no ano passado, tenha crescido 79,1%, enquanto o resto do mundo ficou nos 25%.
O último mês foi exemplar para dissipar dúvidas acerca do declínio do mercado fonográfico tradicional: Counting Crows abandonou a Universal Music, Marilyn Manson disponibilizou sua nova música para download, Bob Dylan fez mesmo, Metallica deve deixar a Warner Music e Mike Skinner, dos The Streets, liberou seis músicas pelo twitter. Isso para não falar de iniciativas como a do Fórum Música é Para Baixar.

Espero que os presidentes das gravadoras não fiquem muito inebriados pelos bons resultados, e torço para que eles compartilhem da clarividência do presidente da ABPD, Paulo Rosa, possui sobre o assunto.
O negócio fonográfico no Brasil e no mundo passa por um período de transição e reinvenção desde o início da atual década, durante o qual as empresas que operam no mercado vêm reduzindo custos e investimentos e, sobretudo, medindo com muita cautela os riscos de cada empreitada. A redução gradativa no faturamento das empresas fonográficas iniciada no final dos anos noventa teve conseqüências significativas tanto nestas mesmas empresas como no próprio mercado musical como um todo. A pirataria de CDs e DVDs musicais combinada com o crescente uso de redes P2P para “compartilhar” arquivos musicais na Internet vêm sendo apontados como os principais problemas, mas certamente não são os únicos. Com as novas tecnologias e o uso da Internet como ferramenta essencial ao nosso dia a dia, os hábitos de consumo de música mudaram completamente, e a própria relação entre produtores de música, artistas e o público consumidor alterou-se de tal forma, que vivemos um mercado musical em muitos aspectos diferente hoje, se o comparamos ao existente dez anos atrás.
E essas bichas reclamando de pirataria….
eu virei gay depois de ler esse artigo, RECOMENDO !!!!
Acredito que uma boa saída para indústria fonográfica seria a união com o mercado publicitário, para empresas de vários seguimentos investirem na nossa música. O preço do cd iria acabar com a pirataria. Estou falando sério. O mundo hoje segue a tendência de uma economia mais participativa.
Você teria alguma coisa contra comprar um disco barato, 3 a 5 reais com a marca da Coca-Cola na contracapa? Ou com um jingle de 30 segundos no início do cd ou uma faixa no final com um filme do patrocinador? Eu mesmo não teria grilo algum! Economizar todo mundo gosta, a pirataria comprova isso.