Série Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal
- Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal – Parte I
- Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal – Parte II
- Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal – Parte III
- Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal – Parte IV
Nos últimos dias listei mais de cem filmes com traduções esdrúxulas para o português de Portugal. Fiz essa compilação não para tirar onda com nossos irmãos lusos (ok, essa também foi uma das razões), mas, principalmente, como terapia para minha ojeriza aos nomes que as fitas ganham no Brasil (aqui e aqui você encontra bons exemplos do que estou falando).

Dois dos títulos mais zoados pelos brasileiros em Portugal são O Charreteiro Infernal (Ben-Hur, 1959) e O Filho (ou O Homem em outras versões) Que Era Sua Mãe (Psycho, 1960). O problema é que conversei com vários portugueses, fui em algumas locadoras e, obviamente, pesquisei na Internet e não achei nada, absolutamente NADA de concreto que provasse que esses filmes possuam realmente esse nome aqui em Portugal.

Aparentemente a vontade de frescar com o pessoal da terrinha é tanta que esses títulos surgiram por geração espontânea, transformando-se em mitos (se estiver enganado, favor enviar uma imagem ou um site que registre esses filmes com os respectivos nomes).
Por outro lado, a nossa tradução de The Godfather (O Poderoso Chefão) é sempre motivo de chacota pelos portugueses.

A arte traduzir de forma digamos… excêntrica não é uma exclusividade da Sétima Arte (o que seria uma lástima). Muitos seriados também receberam nomes diferentes, vide o exemplo de Pushing Daisies (aqui, Bem Me Quer Mal Me Quer) e The West Wing (Os Homens do Presidente).
Extrapolando o campo do audiovisual, podemos encontrar muita perspicácia na tradução do livro Brando Unzipped, de Darwin Porter: Brando Mas Pouco (pegou o trocadilho, hem? hem?!).
Todavia, encerro esta série exatamente com o filme que a motivou, o melhor título de todos os tempos (ou desde de sempre, como dizem por cá), uma verdadeira obra de arte: Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos (Little Miss Sunshine, 2006).

Com certeza a mais portentosa homenagem que Almodóvar já recebeu.