PS: As aulas regressaram e estou fazendo o dobro de cadeiras do semestre passado. Espero que o blog não entre em estado vegetativo, mas não prometo nada.
Não é de hoje que percebo uma tendência de contar TODA a história do filme nos trailers. É o caso de Henry Poole Is Here.
Digam-me, qual a necessidade de mostrar a menininha que não fala tendo uma “revelação”? E alguém duvida na redenção do protagonista após a moça do supermercado dizer “I chose to believe”? Sabemos como 99,99% desses filmes terminam, mas uma das graças desse gênero é exatamente descobrir, durante a película, COMO chegaremos aquele aguardado final. E, pelo menos para mim, esse encanto foi todo desperdiçado no trailer.
A única justificativa que encontro para asneiras (cada vez mais freqüentes) como essa é a insegurança dos produtores/autores com o seu produto final.
Curto, engraçado e não revela nada mais que o necessário (na realidade essa cena nem faz parte da versão final do longa). Chega a ser covardia comparar.
Estou com medo que o aclamado filme de Azazel Jacobs, que passou no IndieLisboa, em Maio, mas que não pude assistir, não entre no circuito comercial de Lisboa.
Semana passada visitei a cidade do Porto. Em um dos curtos intervalos entre as intensivas visitas às caves de vinho, o Lucas Sampaio percebeu, e registrou, um pormenor curioso nos metrôs da cidade: um aviso alertando que é proibido viajar no exterior [do veículo]. Abaixo, a advertência em detalhe.
A arte nas sinalizações lusas é de um humor invejável.
Fácil. Coloque uma mochila em cima de um banco próximo da estação de metrô de Atocha (aquela mesma dos atentados de 11/03) e saia andando tranqüilamente. Pânico geral em 5 minutos, no máximo.
Foto tirada, obviamente, antes do pandemônio tomar conta do local
Antes de viajar para Madrid procurei pela vastidão da Internet dicas de albergues baratos, sugestões de roteiros para conhecer o maior números de locais interessantes no menor tempo possível, tabela com os preços dos principais museus, etc. O resultado foi frustante. Até encontrei algumas infomações úteis, mas foi preciso visitar dezenas de sites antes de cruzar com elas.
Por isso, mesmo ciente da insuficiência e superficialidade do que segue, pretendo agrupar algumas
informações necessárias para uma viagem rápida e barata para Madrid.
AVISO: Este guia é destinado, sobretudo, a estudantes latino-americanos residentes na Europa e com sérias restrições orçamentárias.
Passagens
Para além das gigantes EasyJet e Ryanair, onde é sempre possível fazer as conexões mais esdrúxulas para pagar menos, recomendo outra companhia low cost, a espanhola Vueling.
Caso as passagens de avião estejam caras (o que ocorre com freqüência nos meses de Julho-Agosto e recesso de Natal) outra alternativa são os ônibus (pelo menos para quem está morando em Portugal). Fui para Madrid pela InterNorte, mas o buzão que eu peguei era terrível. O centro acadêmico de qualquer universidade meia-boca brasileira consegue alugar algo melhor que aquilo. Por isso aconselho a Rede Expresso, que cobra quase a mesma coisa (Lisboa-Madrid gira em torno de 35-45 euros) e possui mais qualidade.
LEMBRETE: Caso viaje de avião, lembre que despachar malas muitas vezes custa mais caro do que a própria passagem, por isso procure levar apenas uma bagagem de mão (uma mochila com máximo de 10kg e com dimensões de 55cm x 40cm x 20cm).
LEMBRETE 2: Não esqueça que o limite máximo tolerado de xampu, desodorante, perfume, etc, são de apenas 100 ml por frasco no total de 5 frascos.
Hospedagem
Madrid possui três ótimas opções de albergues, o Cat’s Hostel, La Posada de Huertas e Mad Hostel. As reservas podem ser feitas nos respectivos sites ou no Back Packer Spain, que congrega também albergues de Barcelona, Valência e Sevilha.
Fiquei no Cat’s. Lá há opções de quartos simples até quartos mistos com cartoze pessoas. O local é bacana. Limpo e organizado, há wi-fi, além de quatro computadores (sempre ocupados), um barzinho e o café-da-manhã é de graça. E esse o grande ponto negativo do local: é pouco e não permite repetir o desjejum (previlégio que, segundo o Lucas Sampaio, é concedido pelo Huertas). A diária mais barata no Cat’s custa € 19,90 no quarto misto com cartoze camas.
LEMBRETE: O Cat’s exige uma caução de dez euros para caso você não saia até às onze horas do dia que termina a sua diária.
Comecemos por aquilo que talvez tome mais tempo na velha Madrid, a visita ao Palácio Real. Construido a pedido de Felipe V, no século XVIII, foi apenas com Carlos III e Carlos IV que o palacete ganhou a magnitude que persiste até hoje. São mais de uma dezena de ambientes e salões suntuosos, eloqüentes e incrivelmente belos.
O bilhete que permite visitar todas as salas custa dez euros. € 12,00 com visita guiada. Estudantes pagam 3,50. Nas quarta-feiras cidadãos da União Européia não pagam.
Em frente ao Palácio Real fica a Catedral de la Almudena, primeira catedral espanhola consagrada por um papa, João Paulo II, em 1993. Infelizmente ela estava fechada para reformas no dia em que a visitei.
Do lado esquerdo do Palácio Real está localizada a Plaza de Oriente (foto acima). Pequena e sem grandes atrativos, a praça serve como mediação para chegarmos ao imponente Teatro Real (a visita virtual do site é bacana).
Finalizamos as adjacências do Palácio Real com o Campo del Moro. Um lindo parque com as habituais fontes, estátuas e belas vistas.
Indo em direção ao centro da cidade chegamos ao Puerta del Sol, o ponto mais movimentado e agitado da cidade. A histórica praça é enriquecida pelo famoso cartaz do Tio Pepe, uma estátua de Carlos III (a cavalo, obviamente) e a fachada da Casa de Correios.
Palco de cortejos, touradas, julgamentos da Inquisição e execuções públicas, atualmente Plaza Mayor é um tranqüilo e aconchegante local para tomar um café e comer churros ao entardecer.
Ir a Madrid e não visitar o Prado é como ir em Paris e não conhecer o Louvre. Imperdoável. Com dezenas de obras de Goya e Velázquez, o museu ainda traz um amplo acervo de pinturas européias e esculturas.
LEMBRETE: O Prado constantemente está com uma exposição temporária, quando lá estive era acerca do Renascimento. Recomendo vividamente a compra a entrada das duas. Aqui você encontra a tabela de preços e outras informações úteis.
Por mais que o Prado possua As Meninas e Os Fuzilamentos de 3 de Maio, por exemplo, não posso negar que gostei bem mais do Thyssen-Bornemisza. O barão que concede o nome ao museu simplesmente é dono de uma coleção que faz um panorama da pintura ocidental entre os séculos XIV e XX. Passamos por todas as escolas importantes até desbocar na ininteligível Arte Contemporânea. Horários de funcionamento e preços.
Não visitei o Centro de Arte Reina Sofia, logo não vi Guernica, a obra-prima do local. O Centro conta ainda com muitas outras pinturas de Picasso e Miró. Informações gerais.
PS: Esse post está sujeito a alterações. Conto com a sua colaboração para enriquecer esse guia.