
Nunca tinha presenciado uma suspeita de incêndio. Hoje, cerca de uns 40 minutos atrás, começou a tocar um alarme. Pensei que fosse um dos veículos da rua, mas depois de uma rápida olhadela pela janela do quarto não percebi nada de anormal. Voltei para o computador. O problema é que o som começou a aumentar. Foi então que percebi que ele vinha do corredor e não da rua (é, eu sou meio lesado mesmo). Fui ao corredor e quase fico surdo com o barulho ensurdecedor do alarme. Como achei que não era nada demais, e fiquei com medo de que começasse a jorrar água para todos os lados, voltei para o computador. Quando sentei na cadeira faltou luz. Sem muitas alternativas, desci para saber o que se sucedia. Lá embaixo, o caos. Todo mundo sem saber o que estava acontecendo e gritando uns com os outros, uma vez que a singela sirene continua a soar a todo vapor. A pressa e o medo foi tanto que muitas pessoas desceram de pijama ou roupão.
Passamos mais de dez minutos sem saber o que ocasionara o disparo do alarme. Foi quando Dinko, um hiperativo búlgaro que mora no terceiro andar, desceu afirmando que tudo tinha sido culpa de uma lâmpada que explodiu no seu quarto. Teoricamente problema resolvido. Digo teoricamente porque o verdadeiro “problema” era o maldito alarme que insistia em toar, cada vez mais forte e mais forte. Sério, para quê sirenes tão altas se os bombeiros são acionados automaticamente e os surdos não as escutam mesmo? Após mais quinze minutos de agonia finalmente o segurança conseguiu colocar a senha no sistema de incêndio. E eu pude voltar para meu computador.
Foto do Flickr de Trinity